segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Naquela ilha lá.
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.
É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assimEu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair
(tsc tsc)
Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.
Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.
Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.
E desse engodo eu vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
E no final nada leva adiante
Perdidos entre náufragos
Diversidade e incertezas
Afinal, onde achar clareza
Entre pontes, palafitas e arranhas-céu?
Entre contradições da personalidade
Questões mundiais se confundem...
De onde veio o mundo? Claridade.
Quantos caminham sem rumo? Escuridão.
Entorpecentes, poetas, bêbados, esquizofrênicos
Quem reparou no menino anêmico que bateu na janela do carro?
Fadiga, vida, medo
Quem escorregou no parapeito do é difícil sem amparo?
Quantos dormiram sem ter leito,
Sem ter leite, quantos amaram?
Poetas bêbados, entorpecentes esquizofrênicos
Quem entendeu o menino anêmico que veio a matar?
Quem emitiu aquela ordem, quem causou tanta desordem,
Quem reparou na cor do mar?
Homens errantes
Buscando em amantes
Versos perdidos, amigos esquecidos
Entre o vento leste e o sul
Como ser homem hoje em dia?
Sentir a chuva fria, comer toda comida,
Cantar o mar, o luar, o viver
Como falar disso sem sofrer?
Quantos dão importância
Se tem abrigo pra toda criança
Se tem comida, se tem prazer?
Falar de amores ou da infância perdida
mais uma vez tentar esquecer
A dor latente da ferida
Tão presente e em carne viva
Que não te deixa morrer.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
So Wave ou Su-ave?
Porque a gente emudece?
É uma preservação da voz?
Uma preservação da introspectividade?
Ou uma preservação da verdade?
É angústia, é jeito ou é tudo?
Uma certa vez um antigo professor meu de neurobiologia,me disse que os bêbados são os seres mais sinceros do mundo todo, ou pelo menos o estado de embriaguez deles leva as verdades, assim como os ditos 'pavios curtos', tudo por que no momento da adrenalina ou da serotonina falamos tudo.
TUDO.
tudo que realmente de fato queremos. Desde o xingamento até a pior das revelações,des-mudeça e fale tudo que pensa.
Fazemos o 'momento da voz dita'.
A mudez possa ser o resultado da criancice,do medo e inibição de algo anteriormente,não agradável.
Porém, se palavras cortam como 'navalhas', abraços e carinhos são curativos e sempre bem vindos à alma.
Beijo na testa.
domingo, 4 de janeiro de 2009
E o mundo dá voltas!
sábado, 3 de janeiro de 2009
O quanto teu mundo gira?
"O mundo gira e gira e gira."
Me desculpa, mas não acredito nessa frase,(pelo menos não no aspecto social).
Me lembra aquelas frases 'morde-assopra', que te lembram ou lhe fazem acreditar que no futuro,tudo de fato irá melhorar,pois é o que todos ainda acreditam.( que bom).
Mas o mundo gira pra quem? pra mim?pra ti? Pra quem te magoou algum dia? Acho que deveria haver uma estatística para haver essa comprovação de que a vida da pessoa 'mudou' realmente. Que ela ou ele realmente olhou para trás e viu algo de mal que ela ou ele possa ter feito.E que talvez ninguém olha pra trás. ou olhe.(?)
O mundo pra mim gira..ou melhor,não gira, se gira,gira igual aos meus olhos,que sempre param no mesmo lugar. Não giram junto com meu coração,pois iria entrar em descompasso, ou será que a falta de giros nele me faz entrar em descompasso?
dúvida.
É uma frase carente de ajuda,é simples direto e julgadora.Espere,sente sua bunda em alguma cadeira ou grama, e espere que o mundo gira e gira, logo tudo irá se encaixar.
O destino deve andar ocupado demais por aí.
Afinal,quantas pessoas não acham que o mundo não gira...
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